Arquidiocese emite carta por ocasião das eleições municipais

Por ocasião das eleições municipais do próximo dia 15 de novembro, quando os eleitores escolherão seus representantes no poder Executivo e Legislativo, o arcebispo metropolitano, dom José Luiz Majella Delgado-C.Ss.R, e o coordenador da Comissão a Serviço da Vida Plena, padre Odair Lourenço Ribeiro, assinam uma carta orientativa aos cristãos e pessoas de boa vontade da arquidiocese de Pouso Alegre. A vida, que é dom de Deus, é responsabilidade de todos. É preciso cuidar desse dom tão precioso. E a política pode e deve ser um grande instrumento “para que todos tenham vida e a tenham plenamente” (Jo 10,10). 


"A Igreja, em sua Doutrina Social, ensina que, ao pensarmos nos valores que deve ter uma política que cuide da vida, esta precisa ser fundamentada em cinco pilares: que promova a dignidade humana (garantir que todas as pessoas, da concepção à morte, tenham uma vida digna), o bem comum (os bens necessários à vida digna são para todos), a justiça social (os direitos à saúde, educação, trabalho, moradia, alimentação etc.), a subsidiariedade (as organizações políticas colaborem com os que precisam, respeitando a autonomia das pessoas e instituições) e a ecologia integral (relação profunda entre todas as criaturas do nosso planeta).  Por isso, convida os cristãos e as pessoas de boa vontade a fazerem da política um espaço de construção de projetos que permitam o bem viver de todos, considerando os mais pobres e, também, a vida da natureza. (Laudato Si, n. 13)".


 

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É preciso conhecer a missão e função de cada membro dos poderes Executivos e Legislativos, pois somente assim o cidadão pode exercer seu direito de voto e cobrança. Seguindo as regras eleitorais, o voto popular concede aos administradores (prefeitos e secretários) e aos legisladores (vereadores) a responsabilidade de cuidar do desenvolvimento das cidades: educação, saúde, transporte, moradia, trabalho e renda, saneamento básico, segurança pública, meio ambiente são algumas das áreas que podem melhorar ou piorar, dependendo das escolhas. Mas, isso não impede que as pessoas continuem participando das escolhas políticas, sendo ouvidas por esses seus representantes, por meio, por exemplo, do orçamento participativo e de outros instrumentos que permitam que a população participe, ativamente, das escolhas que afetarão sua vida.


"O(a) prefeito(a) é a pessoa responsável, junto com sua equipe, pelo poder executivo municipal. A própria palavra explica o que essa pessoa deve fazer: executar as leis e projetos, para que a cidade “funcione”. Cada prefeitura tem sua organização, geralmente, por meio de secretarias e departamentos. Seus responsáveis principais (secretários ou diretores) são escolhidos pelo(a) prefeito(a) e dele(a) recebem as linhas gerais de como realizar seu trabalho. Para fazer isso, a prefeitura conta com um orçamento, formado pela arrecadação de impostos e taxas e repasses dos outros níveis da federação (estado e União). O(a) prefeito(a) é quem indica como e onde esse recurso será aplicado, pois é ele(a), com sua equipe que organiza o orçamento municipal. Ele pode indicar projetos de lei para serem aprovados (ou não) pela Câmara dos Vereadores. Os(as) vereadores(as) formam o poder legislativo municipal. Assim, sua primeira responsabilidade é indicar, elaborar e votar projetos de lei. São essas leis que permitirão (ou não) o desenvolvimento sustentável das cidades. A Câmara de Vereadores também é responsável por fiscalizar o que faz o poder executivo, como ele aplica os recursos, dando vida aos projetos que foram aprovados. Abrindo can