Discernimento da opção vocacional

Somos chamados à vida. Deus é quem toma a iniciativa de nos chamar para fundamental tarefa de viver. Não podemos refletir vocação sem falar de existência. Sem falar de nossa responsabilidade de cuidar com amor do dom mais precioso que Deus nos ofereceu. E, ao oferecer, nos dotou de beleza, de inteligência, de dinamismo, de força, nos fez ser íntegros, capazes de pensar, refletir e agir. Precisamos diante disso tudo, dar uma resposta a Deus, resposta esta que se reflete em nossa própria vida através de cuidado,

entrega, doação e gratuidade nas relações interpessoais, na relação com a natureza e na

relação com o próprio Deus.


Diante deste mistério da vida, podemos perceber que, para refletir sobre vocação, é fundamental compreender Deus como maior inspiração. Depois é necessário fazer um caminho de discernimento da opção buscando entender os planos de Deus em nossa

vida. Como vocacionado você já vem refletindo sobre isso, chegou a hora de aprofundar mais e entender a qual chamado específico Deus te chama a viver.


Certamente a escolha vocacional nos apresenta inquietações, dúvidas, medo, responsabilidades e inúmeros questionamentos, é mais que normal, afinal somo seres humanos, tendo em vista isso, dentro de um discernimento da opção vocacional, é importante termos consciência da nossa humanidade. Por sermos humanos somos grandes portadores de sentimentos bons mais também de sentimentos ruins, vejamos abaixo a lenda do lobo bom e do lobo mau:


“Uma noite, um velho índio falou ao seu neto sobre o combate que acontece dentro das pessoas. Ele disse: a batalha é entre dois lobos que vive dentro de todos nós. Um é mau. É a raiva, inveja, ciúmes, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, mentiras, orgulho falso, superioridade e ego.


O outro é bom. É alegria, fraternidade, paz, esperança, serenidade, humildade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé.


O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô: Qual lobo vence? Então o avô responde:

aquele que você alimenta!”


Não podemos fazer uma opção de vida sem alimentar bons sentimentos em nossos corações, não podemos escolher algo para viver a partir do que os outros desejam por nós, mas é necessário entender onde me sinto feliz, onde posso vivenciar bons sentimentos e fazer opção vocacional na liberdade, na compreensão do que acredito e na total entrega para viver o que desejo.