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Vocação: missão que cura


A fé dos dois cegos curados

A vocação é um dom de Deus para sermos felizes e praticar o bem entre os irmãos. Um dom ofertado como matéria-prima para nossa ação no mundo.


Não se pode ter dons e deixá-los presos a nossa própria vida, mas devemos faze-los frutificar. Ao contrário das coisas materiais, quer perdemos quando repartimos, os dons espirituais se multiplicam e se embelezam quando somos capazes de entregá-los como dádivas aos irmãos.


Na passagem do Evangelho de Mateus, quando Jesus cura os dois cegos (Mt 9,27-31), entendemos que os dons colocados a serviço são capazes de abrir os olhos dos irmãos, que depois se fazem missionários; ao mesmo tempo, tiram de nós os espíritos egoístas.


Em todas as ações de Jesus, entendemos a vocação dos cristãos que, servindo aos irmãos, renovam o mundo e nos fazem novas criaturas. Todos somos cegos quando incapazes de perceber o caminho a seguir, e possuídos por espíritos impuros quando não fazemos coisas boas para o Reino de Deus com tantos dons que o Senhor generosamente nos deu.


A vocação é sempre uma resposta aos clamores dos irmãos. Sempre que vemos Jesus agindo, sabemos que sua vocação é para servir e não para sua exaltação pessoal. Assim deve ser a vocação de todos os cristãos. Nossa vocação se realiza por uma ação de fé daqueles que suplicam por nossa atuação, é um ato de confiança e esperança.


Por parte dos servidores, consideramos a disponibilidade em servir. A vocação é serviço.


Nosso objetivo existencial mais importante é dar sentido à nossa vida. Tantas pessoas caminham pela vida sem perceber a que vieram a este mundo. Passam a infância sem perceber sua preciosidade na descoberta do mundo, vivem a juventude sem investir nos próprios dons para construir o futuro e vão seguindo nos anos da maturidade levados por modismos e futilidades, incutidos pela sociedade consumista e hedonista.


Jesus quer nos libertar das garras das manipulações, que colocam em crise as relações dos pais e filhos, dos mestres e discípulos e dos fiéis com a Igreja.


Para isso, todos são responsáveis, mas sobretudo os servidores das comunidades cristãs, os vocacionados ao sacerdócio e à vida religiosa.


Por essa razão, também, a Igreja precisa de vocações sacerdotais, e precisamos rezar por elas e motivar nossos filhos para essa experiência de consagração plena a Deus.



Autor: Prof. João Henrique Hansen

Pe. Pe. Antônio Sagrado Bogaz


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