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Conheça as origens da nossa Paróquia

Atualizado: 29 de mai.

Pela lei 471, de 1º de junho de 1850, da Província de Minas Gerais, instalou-se a Freguesia do Senhor Bom Jesus do Campo Místico, com a aprovação eclesiástica do Bispo de São Paulo, Dom Antônio Joaquim de Melo. Seu primeiro pároco foi o Pe. João José de Almeida (1850-1851).




“De Antas a Campo Místico,

de Campo Místico a Bueno Brandão.

Uma longa e bela história.

Quem não tem memória, não tem história.”

Padre Donizete Luiz Ribeiro, Religiosos de Sion NDS. Filho de Bueno Brandão




Celebrar o aniversário de fundação da Paróquia Bom Jesus é reviver as memórias, conhecer a história, valorizar o passado para que os seus pilares se mantenham firmes para a construção de um futuro de prosperidade, de paz e harmonia, dando continuidade na bela história, que se confunde ou se completa com os primórdios do povoado das Antas, no final do século XVIII.




O povoado das Antas e a imagem do Senhor Bom Jesus da Pedra Fria

anos 1800





Há mais de 200 anos, bandeirantes com espírito aventureiro e insatisfeitos com o recém-criado império brasileiro, partiram rumo ao interior em busca de metais preciosos, como ouro e prata. Um deles era o Capitão Antônio Nunes Brigagão que, quando chegou nesta região, encontrou um pequeno povoado cortado por um rio com nome de Antas – ou bairro das Antas.


Segundo Simonides Loddi, no livro Campo Mystico: a Saga de Bueno Brandão, acredita-se que essa região já era povoada desde o desfecho da Guerra dos Emboabas, em 1709, que separou as capitanias de Minas e São Paulo quando muitos mineradores, faiscadores e aventureiros vieram para cá na tentativa de encontrar o famoso metal dourado. Também buscavam um caminho que ligava Atibaia a Ouro Fino, passando por Camanducaia, pelo bairro dos Ciganos, das Antas e dos Nunes. Com isso, o povoado se tornou um ponto de pouso ou parada para os desbravadores do sertão.


Logo, foi construída uma fazenda para servir como ponto de paragem para esses tropeiros: a Fazenda do Ribeirão das Antas.


Segundo Simonides Loddi, um dos coproprietários dessa fazenda era o português Patrício José Joaquim de Miranda que, vendo a necessidade dos bandeirantes e viajantes em comprar mercadorias e abastecer seus carregamentos, abriu um armazém de secos e molhados em sua própria casa, que ficava na saída para o bairro Nunes, próxima à antiga caixa d´água.


Quando Patrício veio para essa região, trouxe consigo uma imagem de madeira do Senhor Bom Jesus da Pedra Fria (ou da Paciência) datada do século XVII, que foi talhada em Portugal e representa o momento em que Jesus aguardou pacientemente a condenação, durante a sua Paixão.





Para abrigar a imagem, Patrício instalou ao lado de sua casa uma espécie de oratório e começou a divulgar a devoção ao Bom Jesus, já difundida em Portugal. Com o tempo, passou a fazer festas em sua homenagem no dia 06 de agosto, dia da Transfiguração do Senhor. Assim, segundo contos populares, o povoado ficou conhecido como Senhor Bom Jesus da Pedra Fria do Ribeirão das Antas. Simonides Loddi conta em seu livro que Patrício é considerado o fundador de Bueno Brandão por ser o precursor da primeira capelinha do povoado.


Em 1820, com o desejo de formar um patrimônio para a capela, ele e os outros co-proprietários da Fazenda Ribeirão das Antas doaram parte de suas terras ao orago do povoado – que quer dizer padroeiro, o Senhor Bom Jesus da Pedra Fria.


Antas, ainda esparsa, começou a prosperar.




De Capela Curada à primeira Igreja Matriz da nova Freguesia

de 1820 a 1900






A forte influência religiosa esteve presente no surgimento de Bueno Brandão, pois, “não podia o nascente povoado fugir à regra comum da formação das demais cidades brasileiras.”


Após a doação das terras da Fazenda do Ribeirão das Antas ao padroeiro, Senhor Bom Jesus, em 1820, construíram, onde hoje se encontra a Praça Virgílio de Melo Franco - antigamente denominada Largo do Jardim, a segunda Capela, entre os anos de 1820 e 1822, aproximadamente. Segundo o livro do Tombo e fontes orais, sabe-se que foi concluída no período colonial, já que no seu arco cruzeiro (espaço situado entre o altar-mor e a nave) tinha o brasão com as quinas portuguesas, paredes largas, com duas quedas d’água e calçamento apenas nas laterais do edifício. O sino ficava na parte externa, do lado esquerdo, sustentado por cordas e, geralmente, era utilizado como meio de comunicação para a comunidade, avisando sobre velórios, missas, procissões, chegada do bispo e em festas.


Do lado direito, havia um cruzeiro de madeira, erguido pelos Frades Capuchinhos durante as Santas Missões e atrás dele o segundo cemitério local, que ocupava toda a lateral e fundos do terreno da Capela (adro), sendo esta o único meio de acesso.


Em 1830, foi concedida a licença para pia batismal e em 1º de setembro de 1831, foi elevada à Capela Curada, sendo o seu primeiro Capelão Cura o Pe. João da Silva Brito.


Pela lei 471, de 1º de junho de 1850, da Província de Minas Gerais, instalou-se a Freguesia do Senhor Bom Jesus do Campo Místico, com a aprovação eclesiástica do Bispo de São Paulo, Dom Antônio Joaquim de Melo. Seu primeiro pároco foi o Pe. João José de Almeida (1850-1851).


 

Lei 471 de 1850 - Eleva a Freguesia
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A denominação Campo Místico, uma “alusão à beleza natural do lugar, entrecortado por vales e serras, com água em abundância e uma primorosa vila, composta de casebres coloridos de branco e mergulhados em meio a vastos parreirais”, teria sido uma inspiração do Frei Eugênio Maria de Gênova, Frade Capuchinho italiano, que passou nessas regiões, junto do Frei Francisco de Coriolano, pregando Missões.


Em 1856, houve a primeira visita pastoral do Bispo Diocesano de São Paulo, em que relatou a necessidade de aprimorar o culto divino na Freguesia, além de outras recomendações, entre elas, realizar melhorias na parte interna da Matriz e ensinar o catecismo. Nessa visita, ainda encontraram uma Capela começada do Senhor dos Passos, onde hoje se encontra a Copasa, mas que foi demolida em 1889.


Em 1871, foi doada por um paroquiano a segunda imagem do Senhor Bom Jesus da Pedra Fria, atualmente guardada na Igreja Matriz.


Em 1873, já existiam registros das primeiras irmandades - do Rosário e da Pia União das Filhas de Maria.


No ano de 1894, devido a precariedade da Capela, o vigário Pe. Zeferino Xisto Rodrigues Vieira, formou uma comissão para a construção da nova Matriz (a edificação atual), sob a qual está enterrado. Com a inauguração, em 24 de dezembro de 1899, todas as atividades passaram para a nova Igreja e a Matriz velha foi demolida em 1900.


“Depois de conquistadas todas as aspirações e satisfeitos os desejos da nova Paróquia, o povo não descansou. As lavouras verdejavam nas encostas. Novos habitantes desbravavam as florestas e plantavam esteios para que se transformassem em tetos agasalhadores. Tinham no lugar um sacerdote para suas almas, o comércio fácil e, pouco a pouco, as casas residenciais se multiplicaram”.




A construção da nova Igreja Matriz

de 1900 a 1925




No final do século XIX, a Capela Curada, que foi construída para abrigar a imagem do nosso Padroeiro no antigo Largo do Jardim – hoje, Praça Virgílio de Melo Franco – já não tinha mais condições de receber os fiéis e celebrar as missas de maneira adequada.


Por isso, de acordo com os registros, o Pároco Padre Zeferino Xisto Rodrigues Vieira, formou uma comissão, em 21 de julho de 1894, para a construção de uma nova Matriz (a edificação atual), cuja aprovação foi dada por Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho, Bispo da Diocese de São Paulo, em meados de maio do mesmo ano.


Em 5 de agosto, foi colocada e abençoada a Pedra Fundamental para dar início às obras da nova Matriz:


“Solenemente benta a pedra que vai servir de base para a referida construção no bojo da qual tem o tamanho necessário para conter o pequeno cofre que deverá guardar a cópia fiel desta acta e mais objetos destinados à perpetuidade, tendo servidos de padrinhos os distintos cidadãos convidados e presentes.
Em acto, foi transportada a referida pedra, conduzida pelas pessoas mais gradas ao lugar designado e já preparado para a supra construção, que é uma área livre de futuras ruas e edifícios (...), isto, no lugar mais aprazível, salubre e elevado desta povoação.
Ali, ficará assentada a dita pedra, sendo batida pelo reverendo Cônego da Ex Capella Imperial, José Luiz de Mello.”


Cinco anos depois, em 24 de dezembro de 1899, ao meio-dia, após a missa na Matriz velha, saíram em procissão, levando as imagens e alfaias para o novo Templo, que foi, em seguida, abençoado pelo Pároco, Padre Zeferino.




A obra foi realizada sob direção artística do espanhol Anselmo Otero e uma de suas características era a grande quantidade de janelas, especialmente na parte superior, além das duas torres, que evocavam a imponência da construção, a qual colaborou para a alavancada no crescimento urbano.



 


Faça um passeio virtual pelas três principais versões da Igreja Matriz


Versão original de 1899


Versão de 2002 (manteve quase a mesma estrutura da reforma de 1962)


Versão atual (com pintura interna de 2017)


 


No entanto, em fevereiro de 1900, durante visita diocesana, o Padre José Paulino de Andrade, relatou que a nova Matriz não estava completamente pronta, faltando a conclusão de várias questões estruturais. “Entretanto, confiamos que o zelo e louvável atividade dos membros da Comissão, a dedicação e os nobres sentimentos religiosos do ilustre Parocho Zeferino Xisto não esmorecerão, nem deixarão em meio do caminho obra tão meritosa e tão grandiosa”, disse ele, em seu relatório.


Diante desta notificação, em 13 de junho de 1900, a pedido do Cônego Manoel Vicente da Silva, governador do Bispado de São Paulo, foi montada uma nova Comissão para a conclusão das obras da Matriz, a qual foi presidida pelo novo Vigário Paroquial, Padre Dr. Eugênio Pilloud, que assumiu os trabalhos da Freguesia após o falecimento do Padre Zeferino – sepultado sob a Matriz, junto do Cônego José Luiz de Mello.



 


Veja a Igreja original por dentro, graças ao projeto de recuperação digital


Por Bruno Catuzo e os arquitetos Caio Henrique Furquim e Bruna Pereira



 


Padre Zeferino realizou grandes obras para o povoado, como a construção do Cemitério, da nova Matriz, além de ter introduzido a vinicultura aos produtores locais.


Em 1903, o padre Salvador Morelli, italiano de Basilicata, fez diversas melhorias na Igreja, deixando, ainda, um pequeno harmônio.


Em 1908, foi doada pelo Capitão Eduardo Carneiro, a terceira e atual imagem do Senhor Bom Jesus da Pedra Fria, que foi colocada, na época, sobre o altar-mor.





A energia elétrica na Matriz só foi conquistada na administração do Padre Theóphilo Jazedé, em 1924.


Nesse meio-tempo, foram realizadas diversas melhorias na parte interna e externa da Igreja, provisões de novas capelas, as tradicionais festas das Irmandades, de São Benedito, de São Sebastião, do Menino Jesus e do Padroeiro, além da organização e estruturação da catequese para as crianças, algo que era sonhado há tempos.


A construção original da Igreja Matriz, imponente e bela, contou com uma arquitetura riquíssima em detalhes, altares grandiosos e galerias confeccionadas de madeira talhada. Essas conquistas contribuíram para o aumento da devoção e o crescimento da então Freguesia de Campo Místico.



A evolução da vida religiosa

de 1926 a 1959




Em fevereiro de 1926, foi nomeado vigário da Paróquia o Monsenhor Pedro José da Silva Brito. Quando chegou aqui, várias reformas e melhorias precisavam ser realizadas na Igreja Matriz, no entanto, a Fábrica (nome dado à época para a administração dos bens e direitos destinados à conservação e manutenção da Igreja) não tinha recursos suficientes. Foi então que tomou a drástica decisão de cortar a energia elétrica da Matriz, que sobrecarregava muito o cofre da Fábrica, mas logo essa medida foi revertida.


Em outubro do mesmo ano, na realização das Santas Missões, a comunidade pode vivenciar dias de intensa oração, com procissões, missas e a instalação do Santo Cruzeiro no largo de São Benedito.


Devido as dificuldades da época, as capelas não eram visitadas com frequência. Por isso, em fevereiro de 1927, aproveitando a presença do missionário do Coração de Maria, Padre Pedro Calvo, o Monsenhor solicitou que ele fosse até os bairros da Boa Vista, Cafundó e Fazenda da Dona Olympia, onde levantaram Cruzeiros, e das Furnas, Sertão dos Moraes, Três Cruzes (Chico Rodrigues), Machados e Pedro Manco – este é um dos primeiros registros de visita às comunidades rurais.


Em maio deste mesmo ano, foi realizada a Festa de São Sebastião (1º registro encontrado no livro do Tombo). Em junho, foi abençoada a nova imagem de Santo Antônio e realizada a festa em seu louvor.


Em 1929, com o resultado da Festa de Agosto, foi possível reformar o telhado da Matriz, que se encontrava em mau estado.





Em 17 de fevereiro de 1931, a Paróquia comemorou seus primeiros 100 anos, considerando a data em que foi elevada à Capela Curada – em 1831, quando recebeu o seu primeiro Capelão-Cura, o Padre João da Silva Brito. No entanto, ainda não tinha status de Paróquia – ou Freguesia, como era chamada na época.


Com o passar dos anos e o trabalho realizado pelo Monsenhor Brito, as pessoas começaram a participar mais ativamente das atividades da Igreja: “O estado religioso do povo melhorou muito”, registrou o padre no Livro do Tombo. Na Visita Pastoral de 1932, o Bispo Dom Octávio Chagas complementou: “povo de maior boa vontade”.


Via-se muito entusiasmo e piedade nos momentos religiosos, “inclusive da mocidade, que praticava a fé e tomava parte na Confederação do Espírito Santo”. Graças aos jovens, foi arrecadada a quantia necessária para a pintura interna da Matriz.


Ainda segundo o relatório do Bispo, o catecismo estava florescendo e funcionando com regularidade. Nas escolas, a instrução religiosa era ministrada pelos professores.


Em maio de 1933, foram adquiridos do vigário de Ouro Fino os dois púlpitos da Igreja, e, em julho de 1934, começaram as obras externas, passando rústico nas paredes.


Em fevereiro de 1935 foi instituída a Congregação da Doutrina Christã, por Dom Octávio Chagas e, em março, aconteceram novas Missões em Campo Mystico, sendo o “mais empolgante movimento religioso que se havia memória”, “a mais excelsa apotheose de fé que ficaria gravada nos anais da história desta localidade”.


Em 26 de abril de 1936 foi inaugurado o relógio da Igreja Matriz, a pedido do Monsenhor Pedro José da Silva Brito, que deixou a Paróquia inesperadamente em outubro deste mesmo ano, após 10 anos de serviço. Nas suas palavras, quando chegou aqui “encontrou o povo inteiramente afastado da Igreja, poucos fiéis assistiam à missa aos domingos”. Nos seus anos de trabalho, deixou 20 capelas construídas, conseguiu “semear e levantar o espírito religioso deste povo e, auxiliado por eles, conseguiu, também, reformar a Igreja, tanto por dentro como por fora.”





Até 1940, trabalhou aqui o Cônego Herculano Moreira da Costa, quando tomou posse o vigário Padre José João do Rego Monteiro.


Padre Monteiro fundou, por volta do ano de 1945 a Cruzada Eucarística Infantil, criou a Associação de Santa Teresinha do Menino Jesus para moças do sítio, o Jornal mimeografado e realizou a primeira Semana Santa completa na Paróquia.





Em abril de 1947, comprou um terreno para a fundação de uma Vila Vicentina – onde hoje se localiza o Recanto Santa Luzia – para abrigar as pessoas mais necessitadas, que não tinham família nem casa.





Em julho de 1959, o engenheiro civil Ollo Pifer examinou a construção da Matriz e a avaliou como mal construída, sem amarrações de concreto e paredes sem prumo, com curvas e saliências.


Devido às condições precárias em que se encontrava a Igreja, Padre Monteiro deu início à grande reforma ou quase reconstrução da nossa Matriz.




A grande reforma da Igreja Matriz e a vida religiosa em Bueno Brandão

de 1960 a 1977



“Alta e bela sobre o monte, vejo a Casa do Senhor.

A olhar por todos nós, Bom Jesus, o Protetor!”

Pe. Luiz César Moraes





Em julho de 1959 foram iniciadas as obras da reforma ou quase reconstrução da Igreja Matriz, que lhe proporcionaria uma estrutura mais segura. Foram trocados o assoalho, que já estava cedendo, e o telhado, além de removerem todo o reboque externo.


Em abril de 1960, deram início a construção das 2 novas torres e, um ano depois, iniciaram os trabalhos internos, demolindo todas as colunas antigas, as tribunas e o coro: “Esguias colunas seriam erguidas nos lugares das antigas, que eram grossas e sem resistência (eram ocadas e dentro delas, cheias de pedras e barro), dando-se maior visibilidade ao altar-mor e mais espaço interno”, “com aspecto inteiramente diferente do anterior.”


Neste período, os atos religiosos passaram a ocorrer na Igreja São Benedito, recém-construída, porém, sem acabamentos externos. Para concluírem as obras que restavam, realizavam festas para angariar fundos, como a de São Pedro, em junho de 1961.





Da mesma forma, para a conclusão da Matriz, Padre Monteiro começou a celebrar missas nas capelas filiais e fez campanhas de arrecadação de café e de frango.


Em abril de 1962 foi realizada a Via Sacra e abençoados os novos quadros da Igreja Matriz.

Ao mesmo tempo, a Igreja de São Benedito também era concluída. Em 13 de maio de 1962, durante a festa do seu Padroeiro, ela foi abençoada.


Nesse meio tempo, a pedido do Padre Monteiro, veio, como substituto, o Padre José Amauri Carneiro (de setembro de 1962 a julho de 1964) que, mensalmente, visitava as capelas rurais das maiores comunidades e, semanalmente, dava instrução religiosa para as crianças do Grupo Escolar. Aos domingos, essa função ficava a cargo das Filhas de Maria, na cidade, e do professor José Silvério, na zona rural.


Em 1964 novas normas da reforma litúrgica foram publicadas e, entre elas, a celebração da missa em vernáculo (idioma próprio) e não mais em latim, que passaria a vigorar em 15 de agosto do mesmo ano.


A Missa em português “certamente foi uma das muitas maravilhas que o Concílio nos trouxe. Basta dizer que foi simplesmente extraordinária a participação dos fiéis na missa, nessa nova modalidade”, destacou o Padre Vicente, o primeiro a celebrar dessa forma em Bueno Brandão, que ainda complementou: “notou-se uma atuação mais intensa, uma participação mais ativa dos presentes. O cristão deixou de ser apenas um espectador para se tornar um participante convicto de sua religião.”


Com a chegada do Padre Omar Muniz Cyrilo, em janeiro de 1965, celebrava-se as missas nas partes mais afastadas da cidade, inclusive na Vila Vicentina, a fim de passar ensinamentos dogmáticos-litúrgicos, especialmente às famílias mais pobres.


A Paróquia estava crescendo: foi inaugurada a nova Casa Paroquial em 1976, irmandades estavam sendo criadas e havia um movimento maior dos jovens na comunidade que, animados pelo Frei Carlos Fabiano e o seminarista João Batista Vilela, culminou em maio de 1977 o primeiro encontro de jovens no Clube Montesino, reunindo mais de 100 pessoas e originando um notável grupo que passou a se reunir semanalmente e atuar nos atos religiosos.




A caminhada recente

de 1978 aos dias atuais



Com o passar dos anos, a comunidade ia ganhando os traços que conhecemos hoje. Em 1978, foi calçado todo o largo de São Benedito e instalada a nova iluminação da Igreja Matriz. Neste ano, também, recebemos as Servas da Caridade, que iniciariam seus trabalhos no recém-construído hospital.




Desde então, as Irmãs, sempre disponíveis, iniciaram suas obras de caridade com o povo bueno-brandense, começando pelo atendimento aos moradores da Vila Vicentina, que recebeu, em maio de 1979, a Missa de Encerramento do mês Mariano, organizada pela Irmã Daniela, e a inauguração da Gruta de Nossa Senhora de Lourdes.





Em julho deste mesmo ano, foi inaugurado o Centro Paroquial, no terreno da antiga casa paroquial, ainda de madeira, para abrigar as festividades de agosto.


As obras do Recanto estavam em andamento e campanhas de doações e mutirões de mão de obra movimentavam o povo.


O barracão onde aconteciam as festas de São Benedito passou a se chamar Centro Social, um clube para encontro de mães e assistência social.


Com a chegada do novo pároco, Padre José Raimundo do Prado, em 1984, aconteceu o tradicional encerramento de maio, em que ele relatou “nunca ter visto coisa igual”, devido a tamanha piedade e quantidade de pessoas.


Em setembro do mesmo ano, recebemos as Missões Populares Redentoristas, na qual foi instalado o último Cruzeiro de madeira da Matriz.





14 de abril de 1985, “um dia muito significativo para nossa Paróquia e nossa cidade. Era um grande desejo do povo cristão que se concretizou – a abertura dos trabalhos no Recanto Santa Luzia, nome este escolhido pelo próprio povo para o nosso carinhoso asilo”.


Em 13 de maio de 1987 era inaugurado o novo Centro Comunitário Bom Jesus para servir à comunidade em seus eventos de bem comum.


Em abril de 1988, as Irmãs Servas da Caridade assumiram uma nova etapa em suas missões – o cuidado dos idosos no Recanto.



 


Conheça o Recanto Santa Luzia neste vídeo do Projeto 2020




 


Na memória do povo, as lembranças marcantes dos anos 90 são as coroações de Nossa Senhora, realizadas pelas escolas, em que as crianças iam até a Igreja para aprender essa ação devocional, e a Oração Eucarística cantada, características do período do Padre Luiz César Moraes.


Em 2000, o trabalho pastoral com os casais promoveu o grande encontro OVISA, que se repetiu no ano seguinte, e o belo cuidado com os pequeninos seguia com a Pastoral da Criança.


Em agosto de 2007, foi inaugurado e abençoado o Centro de Terapia Complementar Irmã Elisa, no bairro Machado, fruto do trabalho incessante da Irmã Daniela e seus companheiros, na busca de oferecer tratamentos naturais para uma melhor qualidade de vida às pessoas.


Em outubro de 2007, uma grande alegria para a comunidade – a Ordenação na Igreja Matriz de dois filhos de Bueno Brandão: Marco Antônio dos Santos e Omar Aparecido Silveira.


Em setembro de 2008, outra grande obra para o bem da comunidade foi inaugurada sob a responsabilidade do Padre José Raimundo – a nova sede da APAE.


Presidida por um padre jesuíta, nossa Paróquia testemunhou, mais uma vez, em julho de 2010, os votos perpétuos da Irmã Ângela Maria da Rosa, SdC, e, em agosto, a Primeira Missa do Padre Donizete Luiz Ribeiro, Religiosos de Sion NDS.





Os anos seguintes foram de crescimento e fortalecimento da comunidade, com os Encontros de Formação, as Gincanas Vocacionais, a Missa com as Crianças, a Encenação da Paixão de Cristo e diversos outros projetos pastorais para evidenciar, valorizar e proteger o nosso povo na unidade e na fé.







 

CONTEÚDO EXTRA


Padres que atuaram em nossa Paróquia



CAPELÃES

 

1.     Pe. João da Silva Brito - 1831

2.     Pe. Manoel de Andrade Mota - 1840-1842

3.     Pe. Manoel de Almeida Pereira - 1842-1844

4.     Pe. Severino de Andrade Mota - 1844-1848

5.     Pe. João José de Almeida - março a novembro de 1850



PÁROCOS E VIGÁRIOS

 

6.     Pe. João José de Almeida - 1850-1851

7.     Pe. Manoel Joaquim Dores - 1851-1853

8.     Cônego José Luiz de Melo, da Capela Imperial - 1856-1865

9.     Pe João Batista Mangaia - 1865-1868

10.  Pe. Bento Pereira do Rego - 1868-1869

11.  Pe Zeferino Xisto Rodrigues Vieira - 1869 a abril de 1900

12.  Pe. Dr. Eugenio Pilloud - 1900-1902

13.  Pe. José Pascucci - 1903

14.  Pe. Salvador Morelli - 1903-1907

15.  Pe. Luis Chirico - 1907-1910

16.  Pe. Artur Amarante Cruz - maio a junho de 1910

17.  Cônego Pedro José da Silva Brito - junho a julho de 1910

18.  Pe. Manoel Lopes da Costa - julho a dezembro de 1910

19.  Pe. Inocêncio Reidick - fevereiro a junho de 1911

20.  Cônego Heriberto Goettersdorfer - 30/07/1911 a 04/01/1912

21.  Pe. José de Alencar e Souza - 1912

22.  Pe. João Ruiz - 1913-1915

23.  Pe. Antonio de Almeida - 1915-1919

24.  Pe. Lauro de Castro - 1919-1922

25.  Pe. Teófilo Jazedé - 1922-1926

26.  Monsenhor Pedro José da Silva Brito - 1926-1936

27.  Cônego Herculano Moreira da Costa - 1936-1940

28.  Pe. José João do Rego Monteiro - 1941 a 1962

29.  Pe. José Amauri Carneiro - 1962-1964

30.  Pe. Vicente Gomes Pereira - julho de 1964

31.  Pe. Omar Muniz Cyrilo - 1964 a 1972

32.  Pe. Otávio Lourenço Santana - 1972 a 1977

33.  Frei Carlos Fabiano - julho de 1977 a 1978

34.  Frei Evandro Moreira de Melo - junho de 1978 a 1979

35.  Pe. Adilson Grilo Magalhães - 1979 a 1983

36.  Pe. Maurício Pieroni - 1983 a 1984

37.  Pe. José Raimundo Prado - 1984 a 1993

38.  Pe. Reinaldo Rilberirik - janeiro de 1991

39.  Pe. Jésus Benedito dos Santos - setembro de 1991

40.  Pe. Mauro de Moraes - novembro de 1991

41.  Pe. Leonino de Morares - março de 1991 e fevereiro de 1993

42.  Pe. Dirlei Abercio da Rosa - março a maio de 1993

43.  Pe. João Vianney Coutinho

44.  Pe. Luiz César Moraes - 1994 a janeiro de 2000

45.  Pe. José Raimundo Prado - pároco de 2000 a setembro de 2009

46.  Pe. Francisco Ferreira da Silva - janeiro de 2005

47.  Pe. Sebastião Teixeira Beraldo - janeiro de 2007, junho de 2007 e novembro de 2009 a janeiro de 2010

48.  Pe. José Maria Montresor - maio de 2007 e fevereiro de 2008

49.  Pe. Narcizo Pires Franco - junho a agosto de 2009

50.  Pe. João Batista Neto - pároco 2010 a 2015

51.  Pe. Benedito Ferreira da Costa - 2010 a 2018

52.  Pe. Paulo Roberto de Andrade - vigário de 2015 até fevereiro de 2021

53.  Pe. Odair Lourenço Ribeiro - pároco de 2018 até o momento

54.  Pe. Anderson Ribeiro dos Santos – de 2021 (como seminarista/diácono), iniciando trabalho como vigário em março/2022 (ordenado) até fevereiro de 2023

55.  Pe. Cristian Diego da Rosa – de fevereiro de 2023 (como diácono), iniciando o trabalho como vigário em junho/2023 (ordenado) até o momento

 

Nomes em itálico: padres que cobriram licença.

Atualização: 01/07/2023






Vocações sacerdotais e religiosas que nasceram em nossa comunidade paroquial


1. Padre Marco Antônio dos Santos, ordenado em 20 de outubro de 2007

2. Padre Omar Aparecido Silveira, ordenado em 20 de outubro de 2007

3. Irmã Ângela Maria da Rosa, SdC. Votos perpétuos em julho de 2010. Congregação das Irmãs Servas da Caridade.

4. Padre Donizete Luiz Ribeiro, Religiosos de Sion NDS, primeira missa em agosto de 2010

5. Cônego Francisco Stella, tido como o primeiro padre nascido na cidade, ordenado em 1942

6. Cônego Benedito Vieira Telles, ordenado em 1960

7. Irmã Rosa da Veiga, FSJ. Votos perpétuos em 24 de julho de 2005. Congregação das Franciscanas de São José.

8. Frei Glaicon Givan da Rosa, OFMCap. Ordem dos Frades Menores Capuchinhos

9. Irmã Maria Inácia do Nascimento, Congregação das Irmãs da Providência de Gap

10. Irmã Maurícia do Nascimento, Congregação das Irmãs da Providência de Gap

11. Irmã Maria Romualda de Oliveira, da Congregação das Irmãs Franciscanas Missionárias do Coração Imaculado de Maria

12. Irmã Maria Amábile Gomes Cruz, Congregação das Irmãs Franciscanas Missionárias do Coração Imaculado de Maria, votos perpétuos em 17 de setembro de 1949.

Anardina Gomes Cruz, nome de batismo

Nascimento: 30/05/1926 no bairro Sobrado, entre Guabiroba e Torre (Bueno Brandão)

1º voto em 22/08/1949

Votos perpétuos em 17/09/1949

Em 2020 completará 71 anos de vida religiosa

Trabalhou em: Campinas, Sorocaba, São Lourenço, Piraju, Pedreira, Itapira, Limeira.

Atualmente, mora em Serra Negra

13. Irmã Maria Crisóstomo, Congregação das Irmãs da Providência de Gap

14. Irmã São Geraldo, Congregação das Irmãs da Providência de Gap

15. Irmã Irene, Congregação das Irmãs Franciscanas Missionárias do Coração Imaculado de Maria

16. Irmã Regina Oliveira, Congregação das Irmãs Franciscanas Missionárias do Coração Imaculado de Maria

17. Irmã Terezinha Barbosa, Congregação das Irmãs Franciscanas Missionárias do Coração Imaculado de Maria

18. Irmã Ângela, Salvatoriana



 

Hino ao Bom Jesus


Bom Jesus desta Igreja querida,

em que tens o teu trono de amor,

Ouve a nossa oração comovida,

ouve a nossa oração, oh Senhor.


PELOS MONTES E PELAS PLANÍCIES,

DO BRASIL OUVE UM HINO DOS CÉUS,

GLÓRIA A DEUS, GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS,

PAZ NA TERRA AOS AMIGOS DE DEUS.


Bom Jesus, verbo eterno encarnado

nas entranhas da Virgem sem par,

És o Filho de Deus adorado

e nos vieste remir e salvar.


Bom Jesus, com respeito profundo,

todos nós adoramos, Senhor.

Tua morte salvou todo o mundo,

tua morte salvou-nos, Senhor.


Bom Jesus, ao partimos saudosos

do Santuário dizemos adeus.

Mas, levamos conosco, radiosos,

a certeza das bênçãos de Deus.






 

O Projeto 2020 foi criado para resgatar e reunir os relatos sobre a história da origem da Paróquia Bom Jesus


Idealizado por

Bruno Catuzo de Lima


Conjunto de registros históricos organizados por

Bruno Catuzo de Lima

João Marcos Alexandre

Margaret Benedita dos Santos Michelin

Simone de Morais Pereira


Equipe Projeto 2020

Alessandra Vieira Quirino Beghini da Silva - Elisabete Regina da Silva Costa -

Cristina Aparecida dos Santos - Daniela Claudia Cardoso - Elizabeth Furquim - Ione

Ramalho - Suzana Aparecida Schiavon


Ilustrações

Tiago João de Castro


Edição 1 do ebook - janeiro de 2021

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